Sobre as métricas de Ponto de Venda:

“O ponto de venda é sem dúvida crucial para o desenvolvimento das
marcas. Sabemos que, hoje em dia, a estratégia das marcas desenvolve‑se
em omnichannel, assim como a estratégia dos maiores retalhistas mundiais.
O processo de compra em lojas, físicas ou digitais, é distinto, podendo
ser alternativo, mas muitíssimas vezes complementa‑se.

Se nos focarmos no comércio das lojas físicas, o ponto de venda poderá
ser muito diverso: department store, grande superfície de hipermercado,
supermercado de média dimensão, pequeno comércio, farmácia, etc.
Em todo o tipo de loja, hoje o shopper procura preço, serviço e cada vez
mais experiência de compra.

Daí falar‑se muito que o futuro das lojas de média ou grande dimensão
terá sem dúvida de passar por uma experiência de compra premium.
Como é referido neste capítulo pelos autores, temos duas grandes áreas
de dinamização do ponto de venda: o «merchandising de sedução», que
consiste no layout da loja, no material POS e toda a panóplia de sinalética,
folhetos, crowners, que deverão ajudar o shopper na sua jornada, no seu
processo de compra, com mensagens que complementem a marca e os
produtos expostos; e o «merchandising de gestão», que engloba toda a área
analítica do comportamento do shopper, da gestão de sortido, gestão de
promoções e valorização da categoria.

É fascinante como a jornada do shopper se desenvolve, o seu comportamento de compra, a compra por impulso, como ele concretiza a sua lista de compras, como ele experimenta a inovação ou é tentado pela
promoção.

Acredito que as marcas e os distribuidores que mais investirem na área
de conhecimento do shopper, aqueles que tiverem a coragem de inovar, de
pensar o futuro e que sobretudo saibam trabalhar em conjunto para criar
valor para o consumidor e para as suas empresas, serão seguramente
aqueles com capacidade para ter um negócio sustentável no futuro.”