Sobre as métricas de Comunicação:

«Desde 2004, altura em que apareceu o primeiro smartphone, a nossa
sociedade sofreu profundas alterações nos hábitos de vida pessoal e de
trabalho. Basta lembrarmo‑nos de que antes de 2004 não havia redes
sociais, GPS ou WhatsApp. Nos próximos anos, as tecnologias como a IOT, blockchain, real time data e realidade aumentada influenciarão ainda mais a forma como compramos.

As empresas saberão melhor do que nunca como personalizar as nossas necessidades, o produto será tão especial que os consumidores não reclamarão devido ao trade‑off entre a perda de privacidade e a
conveniência.

As marcas saberão exactamente o que os clientes querem, quando querem
e onde querem. As entregas poderão ser ainda mais eficientes, feitas por drones. Tudo será mais fácil e, acima de tudo, mais confortável, o que permitirá ganhar tempo para fazermos outras coisas…
Já hoje, em 2018, estamos a assistir a enormes inovações: a realidade
aumentada, por exemplo, pode alterar os modelos de negócio, tão simplesmente pelo facto de se poder passar a ter um espaço premium no centro de qualquer cidade, onde se expõem os produtos através de realidade aumentada, coisa que antes teria de ser feita num armazém nos arredores da cidade, onde o metro quadrado é infinitamente mais barato, mas onde o espaço era fundamental para mostrar aos clientes todos os produtos disponíveis.

Outro exemplo da IOT é no e‑commerce de roupa. Com o desenvolvimento do avatar, o consumidor pode experimentar no seu avatar as suas escolhas e a empresa que comercializa consegue retirar dados relativos às preferências dos consumidores, que antes não conseguia. Os dados em tempo real são o grande desafio do marketing, assim como os meios que
existem para comunicar com o consumidor de uma forma personalizada.

O propósito que orienta este livro faz todo o sentido com a apresentação
da renovação avançada de métricas de marketing e vendas. Todas as
métricas são importantes, cada vez mais importantes, pois o consumidor
está mais informado do que nunca e confortavelmente sentado em casa a
tomar decisões. E essas decisões resultam, na maior parte das vezes, em
novos dados, que as empresas têm de saber gerir e interpretar continuamente, para também continuamente adaptarem a sua oferta e irem de encontro àquilo que os clientes querem.»